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Oportunidade SNS / Carta Social

Materiais de sensibilização disponíveis

Demências: levar a mensagem da campanha para a participação na ERPI

Fontes verificadas em 06/10/2026.

Identidade e participação: planta e conversa

Uma campanha de sensibilização pode abrir uma conversa útil dentro da instituição. Para a equipa de uma ERPI, o desafio é dar consequência à mensagem: perceber se a forma de falar e de planear atividades continua a reconhecer a identidade e as preferências de cada pessoa.

O que mudou e quais são as datas

A Carta Social divulgou a campanha nacional de sensibilização para as demências em 18 de agosto de 2026. Esta é a data da notícia escolhida na amostra, não a data de lançamento.

Segundo o SNS, a campanha foi lançada em 7 de julho de 2026. A primeira fase chamou a atenção para sinais confundidos com envelhecimento normal; a segunda colocou o foco na pessoa e no combate ao estigma. A página do SNS, atualizada a 30 de setembro de 2026, disponibiliza materiais de comunicação e literacia, incluindo cartazes e vídeos.

Classificamos esta entrada como oportunidade para sensibilização da equipa e das famílias. A campanha dirige-se a diferentes públicos; não cria uma obrigação específica para ERPI nem constitui um programa de financiamento.

Da mensagem para uma conversa com a equipa

As propostas abaixo são editoriais. Cada instituição deve adaptá-las às pessoas que acompanha e aos seus profissionais.

Comecem por um material oficial e uma pergunta. Psicologia, serviço social ou direção técnica podem escolher um dos recursos e perguntar: «Que prática nossa merece ser revista depois de ver isto?» É mais fácil obter uma mudança concreta quando a conversa parte de uma situação reconhecível.

Observem a linguagem. A equipa fala da pessoa pelo nome e pelas suas preferências ou apenas pelo diagnóstico? Usem exemplos sem dados identificáveis para discutir expressões que apagam a pessoa. O objetivo não é fiscalizar palavras isoladas: é perceber como a linguagem influencia o que se espera e se oferece a cada residente.

Olhem para uma atividade recente. Como foi apresentado o convite? Havia uma alternativa? O que se aprendeu com a resposta da pessoa? Animação, terapia ocupacional e cuidadores podem trazer observações do quotidiano para esta discussão. A participação deve ser pensada com a pessoa, sem pressupor interesses iguais para todas as pessoas com demência.

Preparem o seguimento das dúvidas. Uma sessão com famílias pode levantar questões sobre diagnóstico ou alterações observadas. Antes de a organizar, definam quem acolhe essas dúvidas e como as encaminha para avaliação pelos profissionais competentes. Um cartaz ou uma conversa de sensibilização não permitem concluir um diagnóstico.

Uma boa saída para a reunião é escolher uma prática a experimentar e voltar a discuti-la: por exemplo, oferecer uma alternativa numa atividade e recolher o que a equipa observou. Isso permite avaliar utilidade sem prometer efeitos terapêuticos.

Quem envolver e quando

Psicologia, animação e serviço social são funções particularmente relevantes. Cuidadores e terapia ocupacional podem ajudar na aplicação diária; enfermagem participa no encaminhamento de questões de saúde. Esta indicação é editorial e depende da equipa existente.

Não foi identificado um prazo para as ERPI utilizarem os materiais. As fases descritas no portal referem julho e agosto; em outubro, os recursos continuam disponíveis, mas não afirmamos que exista uma nova fase ativa. Antes de os reproduzir, confirmem as condições de utilização na fonte.

Fontes oficiais: notícia da Carta Social e campanha e materiais no SNS.

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